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Lançar Bens de consumo

Como lançar skincare masculino sem parecer oportunista.

Uma marca europeia de beleza, com 40 anos de posicionamento premium para mulheres, ia lançar uma linha de cuidados masculinos. O mercado europeu de skincare masculino crescia 12% ao ano, com potencial estimado em €2,4 bilhões anuais.

Simulação rodada pela Imagine All The People, na França, para a marca, que não é nomeada. Os números são os que a marca documentou. A imagem é uma ilustração.

Decisão
Lançar uma linha masculina numa marca de beleza historicamente feminina.
População
1,2 milhão de homens de 25 a 45 anos na Europa, em 14 perfis de relação com cosméticos.
O que foi testado
4 formas de entrar no mercado, com 2.800 homens sintéticos entrevistados.
Horizonte
24 meses de adesão e percepção.
Um homem, visto de trás, segura um frasco diante de prateleiras de cosméticos em embalagens brancas, numa farmácia.

O problema.

O mercado estava pronto; a dúvida era de qual marca os homens de 25 a 45 anos aceitariam comprar skincare. O marketing via dois riscos: a identidade feminina da marca afastar o público, e a entrada parecer oportunista. Homens jovens rejeitavam marcas femininas que os abordavam sem credibilidade no universo deles. Outras marcas do setor já tinham fracassado na mesma tentativa.

O que foi testado.

O produto é o mesmo nas quatro formas; muda a distância entre ele e a marca que o assina.

  1. Extensão direta: a linha masculina com o nome, a identidade e a distribuição da marca de origem.
  2. Submarca com referência visível à marca de origem.
  3. Submarca própria, sem referência: nome novo, identidade visual distinta, códigos do segmento masculino.
  4. Parceria com uma marca masculina já estabelecida.

Os homens sintéticos viram, em cada forma, variações de embalagem, de mensagem e de canal de venda. A adesão foi projetada por 24 meses, com o boca a boca dentro de cada segmento. O case não publica em número o resultado da parceria.

O que a simulação mostrou.

  • Simulação71% dos homens de 25 a 45 anos aceitam a ideia de um skincare feito para a pele deles. O que rejeitam é a marca feminina que o oferece.
  • Simulaçãoa extensão direta teve 21% de aceitação e 79% de rejeição.
  • Projeção63% leriam a extensão direta como oportunismo.
  • Simulaçãoa submarca própria, sem referência à marca de origem, teve 68% de aceitação e intenção de compra 2,3 vezes maior. A submarca com referência visível teve 48%.
  • Simulaçãocódigos visuais próximos do universo feminino, como embalagem leve e tipografia fina, tiveram adesão limitada. Códigos mais assertivos, como embalagem discreta, materiais industriais e tipografia técnica, tiveram adesão forte com o mesmo produto.

A decisão.

A marca escolheu a submarca própria, sem referência à marca de origem. A identidade visual seguiu os códigos assertivos: embalagem discreta, materiais industriais, tipografia técnica. A distribuição ficou fora das seções femininas das lojas, e a comunicação destacou o desempenho do produto e a base científica. O conhecimento técnico da marca de origem ficou nos bastidores.

Depois da implementação.

Segundo o case, o público pouco associou a submarca à marca de origem, o que protege a submarca e preserva a marca de origem. O case não publica resultado comercial medido depois da decisão; os números acima são da simulação.

O que o case mostra.

O conhecimento técnico pôde ser herdado; a credibilidade diante do novo público teve de ser construída.

Quero fazer um piloto

Como foi feito.

A população foi calibrada com dados públicos do setor de cosméticos e com estudos da própria marca. Os perfis seguem a relação de cada homem com os cosméticos, sem dividir o público por tipo de masculinidade. Segundo a Imagine All The People, nenhum dado que identifique uma pessoa entrou no sistema, e os resultados detalhados são da marca.

Original em inglês: “Men's skincare: testing the legitimacy of a brand extension”, Imagine All The People, imagineallthepeople.io/en/cases/mens-skincare-brand-legitimacy, consultado em 27/10/2026. Tradução e resumo da MAGNYN.